Osteoporose secundária a mastocitose: relato de caso
Palavras-chave:
mastocitose, mastocitose cutânea, mastocitose sistêmica, osteoporose, ácido zoledrônicoResumo
A mastocitose é uma doença rara caracterizada pelo acúmulo de mastócitos no corpo e classificada como uma neoplasia mieloproliferativa. O curso é variado e pode ser divida em mastocitose cutânea (MC) e mastocitose sistêmica (MS). Nesse caso, mulher de 56 anos chegou ao consultório com diagnóstico prévio de MC. Após a realização de densitometria óssea e exames complementares a paciente foi diagnosticada com osteoporose. Iniciou tratamento com ácido zoledrônico 5mg uma vez ao ano e suplementação de cálcio e vitamina D. O acometimento ósseo ocorre em cerca de 70% dos casos de MS, principalmente na coluna lombar assim como na paciente. A osteoporose na MS é decorrente da infiltração neoplásica associada a efeitos dos mediadores inflamatórios secretados pelos mastócitos. Esses agentes inflamatórios como a histamina, triptase e heparina podem ativar diretamente os osteoclastos, a via RANK-L e consequentemente aumentar a reabsorção óssea, além disso, interleucina(IL)-1, IL-6 e fator de necrose tumoral (TNF)-alfa podem não somente ativar os osteoclastos como inibir a atividade dos osteoblasto e por conseguinte diminuir a formação óssea, por isso os agentes antirreabsortivos são o tratamento de escolha. A cerca desse contexto, a osteoporose de alto grau em pacientes sem motivos aparentes e associada sintomas cutâneos, alérgicos, dor óssea com ou sem fraturas deve-se suspeitar de MS.