Prevalência e fatores de risco para fratura por estresse em adultos jovens atletas: revisão de literatura
Palavras-chave:
fraturas por estresse, atletas, corridaResumo
O estudo tem como objetivo analisar a prevalência e os principais fatores de risco para fraturas por estresse (FEs) em adultos jovens atletas. A pesquisa busca compreender como fatores intrínsecos (composição corporal, densidade mineral óssea, disfunções hormonais e fatores nutricionais) e extrínsecos (intensidade do treinamento, superfície de treino, calçado inadequado) contribuem para a ocorrência dessas lesões. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura seguindo seis etapas: formulação da pergunta de pesquisa, definição de critérios de inclusão e exclusão, busca na literatura, avaliação e análise dos estudos selecionados, e apresentação dos achados. Foram pesquisadas bases de dados como Google Scholar, PubMed, SciELO e outras, com artigos publicados entre 2020 e 2025. A seleção final incluiu 20 artigos relevantes. Resultados: Os resultados apontam que a prevalência das FEs varia entre 10% e 20% das lesões ortopédicas em medicina esportiva, sendo mais comuns entre corredores, atletas de atletismo e dançarinos. Mulheres apresentam um risco duas vezes maior do que homens, especialmente devido à baixa densidade óssea e alterações hormonais. A deficiência de vitamina D, cálcio e ferro, além do aumento abrupto da carga de treinamento, são fatores associados à incidência de FEs. A tíbia é o local mais afetado, seguida pelos metatarsos, fêmur e pelve. Conclusões: As FEs são lesões frequentes em atletas, sendo influenciadas por fatores biomecânicos, nutricionais e hormonais. A prevenção envolve monitoramento da carga de treino, suplementação adequada e acompanhamento médico para evitar deficiências nutricionais e hormonais. Estratégias de treinamento e biomecânica também devem ser otimizadas para reduzir o risco de fraturas por estresse.