Hipercortisolismo Subclínico e Osteoporose: Relato de Caso

Autores

  • Jhonny Escalera Cruz Hospital Instituto Sinai Palmas - Tocantins

Palavras-chave:

Hipercortisolismo subclínico, Síndrome de Cushing, Incidentaloma Adrenal

Resumo

O hipercortisolismo subclínico (HS), também conhecido como síndrome de Cushing (SC) Subclínica é definido como o aumento crônico e discreto da secreção de cortisol pelo córtex da glândula adrenal, sem que haja manifestações clínicas evidentes da condição. Raramente, o HS pode evoluir para síndrome de Cushing explícita (também chamada de hipercortisolismo clínico) cujo diagnóstico é mais simples em relação ao de HS, devido à presença de sinais clínicos detectáveis de maneira mais fácil. A Síndrome de Cushing (SC) endógena é uma condição rara, com incidência de 10 casos por 1.000.000/habitantes/ano, acometendo indivíduos em várias faixas etárias, mas com maior prevalência entre 20-30 anos, e mais frequente no sexo feminino. Estudos recentes em populações de alto risco (obesos portadores de Diabete Mellitus não controlado) têm mostrado uma prevalência de 2 a 3,3% de SC e 7% numa população de pacientes diabéticos internados sugerindo que a SC seja mais comum do que previamente conhecida. O HS é identificado incidentalmente em pacientes - descoberto quando uma massa adrenal (incidentaloma adrenal) é encontrada durante um procedimento de imagem para um distúrbio não relacionado. Ainda não existe consenso em relação aos critérios diagnósticos de HS. O teste de supressão com 1 mg de dexametasona (TSD) é o procedimento diagnóstico inicial preconizado pela maioria das sociedades de endocrinologia na investigação do hipercortisolismo. No que concerne à escolha de tratamento cirúrgico ou conservador para o HS, ainda não há consenso na literatura. A literatura atual traz diversos estudos que discutem sobre qual seria o tratamento mais adequado para o paciente com IA e HS. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de hipercortisolismo subclínico em paciente jovem de 53 anos de idade, com queixa de dor em calcâneo esquerdo há 4 anos tendo piorado após uma leve torção do tornozelo, dor que foi tratada em várias oportunidades com analgésicos e AINH sem melhora, devido a dor crônica foi solicitado Rx do tornozelo esquerdo, Ressonância do tornozelo esquerdo guiando-nos para o diagnóstico inicial de Síndrome de Haglund; foi iniciada fisioterapia, uso de palmilhas sem melhora da dor e relatando que o quadro hipertensão arterial tornou-se de difícil controle além de ter-se associado fadiga, frente a este quadro álgico e crise hipertensiva de difícil controle foi solicitado densitometria óssea e exame de laboratório de sangue e urina onde foi observado perda acentuada da massa óssea da coluna lombar com um T-score L1L4: -4.3 colo: -1.9 total: -1.7 e uma elevação acentuada do cortisol livre urinário de 680.8 mcg/24horas com todos os restantes exames de laboratório normais chegando ao diagnóstico de hipercortisolismo subclínico como a causa da osteoporose densitométrica, desta forma a paciente foi encaminhado para o endocrinologista para tratamento da doença de base, portanto através deste relato de caso queremos enfatizar a importância da anamnese do paciente assim como o screening laboratorial para poder determinar as causas secundarias de quadros de perda severa da massa óssea em pacientes jovens.

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

Escalera Cruz, J. (2026). Hipercortisolismo Subclínico e Osteoporose: Relato de Caso. REVISTA BRASILEIRA DE DOENÇAS OSTEOMETABÓLICAS, 22(22 (MAIO). Recuperado de https://aboom.emnuvens.com.br/aboom/article/view/158