Hiperostose Esquelética Idiopática Difusa na Coluna Cervical Tratada com Harpagophytum procumbens
Palavras-chave:
HIPEROSTOSE ESQUELÉTICA IDIOPÁTICA DIFUSA; ENTESOPATIA; DOR CRÔNICA; FITOTERAPIA; HARPAGOPHYTUM PROCUMBENSResumo
A Hiperostose Esquelética Idiopática Difusa (DISH) é caracterizada como uma doença crônica de prevalência em torno de 10% na população acima de 50 anos e acomete preferencialmente o esqueleto axial, levando a uma ossificação contínua de ligamentos e ênteses. Apesar de geralmente assintomática, a neoformação óssea na coluna cervical, torácica e lombar pode resultar em complicações, como dor, manifestações otorrinolaringológicas e rigidez da coluna. A formação de osteófitos na região cervical é geralmente prevalente em idosos acima de 60 anos, acometendo em torno de 10-30% dessa população, porém apenas 6-30% desses casos a manifestação de sintomas, como a disfagia, está presente. O objetivo do presente estudo é relatar o caso incomum de paciente feminina em idade avançada com acometimento extenso da ossificação do ligamento longitudinal anterior, formando pontes em múltiplas vértebras das colunas cervical, torácica e lombar. O acometimento cervical superior observado, com presença da ossificação entre C0, C1 e C2, é um achado pouco frequente em pacientes com DISH, sendo uma complicação importante da doença que pode cursar com disfagia e desordens respiratórias restritivas. Comorbidades, como hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade são fatores presentes que possivelmente aumentam a progressão da doença e dificultam o tratamento. A prescrição do extrato seco 5% do fitoterápico Harpagophytum procumbens se mostrou interessante no controle da dor da paciente e alívio de sintomas, compondo uma estratégia promissora para redução do uso crônico de medicamentos potencialmente danosos para idosos, como anti-inflamatórios não esteroidais