Estudo Epidemiológico das Fraturas Diafisárias de Tíbia em Idosos com Tratamento Cirúrgico em Hospital Terciário
Palavras-chave:
FRATURA DIAFISÁRIA DE TÍBIA EM IDOSOS; TRATAMENTO CIRÚRGICO EM IDOSOS; PSEUDARTROSE EM IDOSOSResumo
O objetivo deste trabalho é analisar as características dos indivíduos e das lesões encontradas em pacientes acima de 60 anos, com fraturas isoladas diafisárias de tíbia tratadas cirurgicamente no Hospital de Urgências, no período entre Dezembro de 2016 a Dezembro de 2017. Avaliando o mecanismo de trauma, a classificação radiográfica das fraturas diafisárias de tíbia, classificação – AO, os tipos de tratamento que aplicamos e as complicações mais comuns que deles advieram, o levantamento sócio demográfico dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico e a consolidação das fraturas nos pacientes tratados cirurgicamente. Foi realizado um estudo transversal descritivo, retrospectivo e observacional, a partir da análise de prontuários. Excluímos aqueles pacientes que tiveram fraturas isoladas diafisárias de tíbia tratados de maneira não cirúrgica, fratura diafisária de tíbia associada a outras fraturas (politrauma), fraturas em outras regiões da tíbia excetuando a região diafisária, pacientes sem fraturas de tíbia e paciente com prontuários incompletos. Obtivemos como resultados no nosso estudo uma variação da faixa etária dos pacientes avaliados de 62 a 80 anos (média de 68,5 anos). O mecanismo de lesão de maior prevalência foi acidentes motociclísticos em 13 (65%). De acordo com a nova classificação AO (2018) para fraturas diafisárias de tíbia (AO 42), o subtipo A foi a mais prevalente 12 (60%). Com relação ao tipo de instrumental utilizado para a fixação cirúrgica os tutores externos extra medulares do tipo fixador externo foram os mais utilizados 10 (50%). E em relação ao tempo de consolidação das fraturas diafisárias de tíbia em idosos, ela variou de 10,7 semanas (75 dias) a 107,1 semanas (750 dias), atingindo uma media de 36,1 semanas (253 dias), sendo que nenhum paciente relatou diagnóstico e tratamento prévio para osteoporose, 04 (20%) pacientes necessitaram de cirurgia de revisão, e 18 (90%) apresentaram complicações, destas a mais prevalente foi pseudartrose (50%)