Incidência dos Fatores de Risco e Tratamento Medicamentoso para Osteoporose em Pacientes Institucionalizados no Município de Patos de Minas
Palavras-chave:
OSTEOPOROSE, FRATURAS, BISFOSFONATOS, FATOR DE RISCO, METABOLISMO ÓSSEOResumo
Objetivos: realizar uma análise quantitativa, calculando a incidência entre os sexos dos fatores de risco e do uso de tratamento medicamentoso para osteoporose e suas consequências sobre a incidência de fraturas, em pacientes institucionalizados no Lar Vicentino Padre Alaor, por meio do uso de questionário de própria autoria. Metodologia: Estudo clínico retrospectivo, realizado com os pacientes com idade superior a 60 anos, residentes da instituição de longa permanência do município de Patos de Minas, Lar Vicentino Padre Alaor. Foi feita avaliação de prontuários dos pacientes, com exames bioquímicos de atividade metabólica óssea (cálcio, paratormônio (PTH) e 25-hidroxi-vitamina D), do ano de 2017 até 2019, além de dados como sexo, deambulação, terapia hormonal estrogênica, corticoterapia e medicações utilizadas para tratamento profilático de fraturas. A análise de dados foi realizada utilizando a planilha eletrônica Excel, juntamente com o cálculo das porcentagens dos dados encontrados. Resultado e Discussão: Os resultados estão apresentados em tabelas e gráficos, comparando os dados entre os sexos. Mostraram uma proporção de três mulheres para cada homem quando analisada na faixa etária de 80 anos ou mais. Mais de 75% apresentaram exames do metabolismo ósseo dentro dos valores normais, nenhum deles fazia terapia com estrogênio ou glicocorticoides, 12,5% apresentaram fraturas entre os anos de 2017 e 2019, 96,4% realizaram tratamento profilático, sendo que 89,3% usavam bisfosfonatos. Portanto, foi demonstrado que há benefício do tratamento profilático da osteoporose, com redução de fraturas quando se usa suplementação de cálcio associado à vitamina D e bisfosfonatos, além de cuidados da equipe multidisciplinar, com o intuito de diminuir os fatores de risco modificáveis